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Metrópoles brasileiras: A ação dos coletivos de comunicação contra a barbárie na retomada do espaço público

Raquel Paiva, Marcello Gabbay, Luciana Gouvêa

Resumen


Este texto pretende discutir, a partir da premissa básica da necessidade do real uso da cidade pelos seus habitantes e da comunicação como dispositivo de inserção e mobilização do espaço público, situações como a impossibilidade da circulação pelas ruas, o confinamento e segregação de populações a áreas definidas, o não acesso aos bens públicos, e finalmente o confronto com a violência policial como forma de desmobilização dos bairros periféricos. A partir de uma breve discussão sobre o conservadorismo e o racismo como cenário estrutural da realidade brasileira, apresentamos uma análise do modelo de ação comunicacional adotado por dois coletivos brasileiros no atual cenário de precarização dos espaços públicos, o coletivo Papo Reto (Rio de Janeiro, Sudeste) e o Tela Firme (Pará, Norte). Estes grupos têm em comum o lugar de fala a partir das periferias dos grandes centros urbanos, e também o questionamento das formas de ocupação das cidades em temas como violência, moradia e cultura. A perspectiva é que esse texto aponte para um espírito das cidades baseado na noção coletivista da polis e do bem comum, em substituição a uma visão particularista e conservadora dos espaços. Acredita-se que esses coletivos promovem formas de ocupação urbana baseadas na visão de construção de uma cidade mais humana e igualitária – o que inclui toda gama de afetos e embates da vida em comum.


Palabras clave


comunicação; coletivos urbanos; espaços públicos; direito à cidade

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DOI: 10.26439/contratexto2019.n031.3887


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